Tá lembrado de mim?

20 04 2008

- Cadê seu cabelo?
- Cortei.
- Tá feio. Melhor antes.
- Tava parecendo um poodle, pai!
- Eu gosto de cachorro!
- Não ficou legal assim?
- Tá curto demais. Parece aquele ator, como é mesmo o nome dele?
- Tô parecendo skinhead.
- Não, não é esse o nome do ator…

Quem bater nele primeiro ganha um real.





Sobre pais e proletários…

11 03 2008
- E aí. Pegou alguma gatinha este fim de semana?
- O quê?
- Alguma gatinha? Pegou?
- Que isso, pai? Deixa eu fechar a porta pra ninguém te ouvir com esta gíria!
- E eu não posso saber como anda a vida do meu filho?
- Pra ser sincero, não. Mas se você quiser, eu posso te contar como foi o culto, quer ouvir?

E ao menos que ele leia este blog, jamais saberá que a garota era linda, beijava bem, e era safadinha. Eu poderia querer mais alguma coisa? Claro. Que ela fosse só dois anos mais velha que eu.

[PRA VARIAR UM POUCO]
Eu não sei com vocês, mas aqui na redação do jornal, os telefones só tocam quando eu estou sozinho na sala. Ainda tem o interfone, e o computador que não param de dar sinal. E tudo ao mesmo tempo. É coisa do mal, meu povo.




Roupa Suja

25 02 2008

- Pai, acabou o amaciante.
- E daí?
- Precisa comprar mais, oras.
- Amaciante serve pra quê?
- Pra amaciar!
- Carne?
- Roupa.
- E onde eu compro?
- Na pastelaria.
- Sério, Bruno.
- Mercado. Sessão de limpeza.
- Tipo Veja, né?
- Não, pai. É pra amaciar roupa!
- Ah sei, acho que sua mãe usava Ajax…

Paciência tem limite, meu povo.