Sem paciência

16 09 2008

Não sei vocês, mas cheguei numa fase da minha vida em que paciência não é mais parte do vocabulário.
Perdi a paciência com esse lance de ‘vamos ser amiguinhos’, se na verdade o que todos queremos é passar uma noite inteira no Motel.
Também perdi a paciência com esse lance de hierarquia. Ninguém tem a obrigação de ser lacaio de ninguém. Ninguém tem o direito de fazer ninguém seu próprio escravinho de luxo.

Pra falar a verdade, a única paciência que tenho agora é para me dedicar às coisas que realmente gosto. Filmes, interpretação, solidão e dissimulação.

Perdi a paciência com vocês. Eu sempre perco.





Egoísmo

31 03 2008

Particularmente eu acho que egoísmo é a moda da próxima estação.
Se as pessoas acham que eu fico com a consciência pesada por ser uma pessoa egoísta, estão enganados. Pessoa egoísta não passa vontade das coisas, não em tristezas (sim, pois realiza tudo que quer para se sentir feliz), e de quebra é vista como uma pessoa que precisa de ajuda (o que faz com que as pessoas permaneçam ao seu lado hoje e sempre).

Reformatório. Egoísmo vinte e quatro horas de plantão.





Medo

20 12 2007

A questão é, que pela primeira vez em muito tempo, estou sentindo medo.
E não é medo de alguma coisa que possa apalpar, algo que possa sentir. É um medo que desconheço, um medo que nunca senti antes. O medo do futuro.

Tudo acontecendo rápido demais, minha vida virando ao avesso. As vezes estou aqui, parado, e me pergunto se tudo isso é verdade, se tudo mudou da forma que realmente mudou.

Infelizmente, é.

O silêncio, em sua imensa sabedoria, tem sido meu melhor amigo. O tempo, não cura; ao contrário, só traz a confirmação daquilo que eu já sabia, daquilo que eu sempre soube, daquilo que a partir de agora eu tenho a obrigação de saber.

E esse medo, que me consome, que me faz parar e pensar que tudo tem uma explicação, que nada fica sem resposta. Se não sei a explicação, quem dirá a resposta. Mas elas existem, devem existir, têm de existir.

E o que me faz seguir em frente, é a certeza (ou pelo menos a esperança) de que tudo vai melhorar. De que a explicação, é que algo muito maior me agüarda. E a resposta, pode ser mudada a cada atitude.